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8.2.15

Do Báltico


Um brasiliense faz uma receita sueca propagandeada por um chef inglês na televisão. A receita é um sucesso e a mulher do brasiliense coloca no blog que você lê agora. Como não adorar a globalização?

Sexy Swedish buns do Jamie Oliver, mas pode chamar apenas de pães de mirtilo

Massa
- 7 gramas de fermento biológico em pó
- 375 ml de leite morno
- 1 colher de chá cheia de cardamomo em pó
- 2 ovos grandes
- 1 pitada boa de sal
- 200 gramas de açúcar branco refinado
- 50 gramas de manteiga sem sal derretida e em temperatura ambiente
- 800 gramas de farinha de trigo, mais um tanto para trabalhar a massa
- 15 gramas de manteiga sem sal
- 75 gramas de açúcar demerara

Recheio
- 400 gramas de mirtilo
- 75 gramas de açúcar branco refinado
- 1 laranja

Dissolva o fermento no leite morno e reserve, até você observar pequenas bolhas se formando. Bata os ovos e o sal com um garfo em uma tigela grande. Acrescente o cardamomo, o açúcar, a manteiga derretida, 500 gramas da farinha e o leite com fermento, misturando sempre até formar uma massa grossa e meio grudenta.

Adicione a farinha restante e amasse bem até você ter uma massa que desgruda das mãos. Coloque na tigela, cubra e deixe descansar em um local quente e protegido do vento por pelo menos uma hora, ou até a massa dobrar de tamanho. (Como a massa demorou a crescer, o processo de sova foi repetido aqui em casa e a massa descansou novamente, antes de ser recheada.)

Enquanto isso, prepare o recheio: misture os mirtilos e o açúcar, mais raspas da casca da laranja. Coloque um tanto do suco também e amasse ligeiramente as frutas nessa calda. Prepare também as formas onde o pão será assado, com folhas de papel manteiga. Sobre elas, jogue a manteiga restante em pedacinhos e metade do açúcar demerara.

Em uma superfície com farinha, abra gentilmente a massa com as mãos, até deixá-la retangular e um pouco maior do que uma folha A4. Com uma colher, espalhe metade dos mirtilos sobre a massa (com pouco caldo), empurrando ligeiramente para dentro dela. Feche a massa puxando as pontas para o centro, como se formasse um envelope, amasse e refaça o movimento, de forma a criar "bolsões" com mirtilo.

Corte a massa em oito. Primeiro puxe cada porção como se fosse uma salsinha, então enrole em si mesma formando "nós". Coloque nas formas, deixando espaço para crescerem. Com os dedos, faça pequenos buracos nas porções, distribua os mirtilos restantes e empurre-os delicadamente para dentro. Jogue um pouco do caldo que sobrou sobre os pães, polvilhe o açúcar demerara restante e cubra com uma toalha, deixando crescer em um local quente por mais 20 minutos.

Asse em forno preaquecido a 180 graus por cerca de 25 a 30 minutos, até dourarem.

Tudo parece muito complicado. Não é - é apenas um pouco bagunçado. Sugiro fortemente ver o vídeo do inglês para entender como montar os pães.


17.12.13

Pedidos de criança


Desde que petico se deu conta que a mãe dele gosta de panelas, ele fica de olho em receitas por aí e pede para eu repetir.

A última foi o macarrão arco-íris.

"Como é??" foi minha reação. De cara percebi que é mais uma das modinhas culinárias da era do Google, que alguém faz e posta, alguém copia e gosta, e a coisa começa a tomar todas as cozinhas pelo mundo afora. Foi assim com o bolo arco-íris e com o bolo de caneca - esse último até virou produto em gôndola de supermercado, veja só.

Pois bem, fui para o Google e achei várias receitas, e agora é minha vez de entrar/alimentar a modinha. Se você quiser visualizar, pode seguir o Manual do Mundo, ou veja este site em inglês, referenciado em vários blogs por aí.



Macarrão arco-íris
- Spaguetti grão duro
- Sal a gosto
- Corantes de sua preferência
- Manteiga ou azeite

Esquente água numa panela para fazer o macarrão, com o sal. Cozinhe e escorra.

Separe o macarrão em saquinhos, um para cada cor. Coloque algumas gotas (poucas) e misture, até todos os fios ficarem coloridos. Deixe descansar uns 3-5 minutinhos e escorra novamente, uma cor de cada vez, dessa vez lavando bem até a água não sair colorida.

Use a manteiga ou o azeite quente para requentar o macarrão, e consuma imediatamente.

14.6.13

Sem chiar


Algumas semanas atrás, meu irmão me jogou um desafio: deixar o açúcar (só um pouco, vai) de lado e usar os ingredientes que me mandou, direto do Mercado Municipal de Curitiba para o Lago Norte, em receitas salgadas e mais saudáveis.

Minha primeira tentativa taí. Eu tinha de começar com abobrinhas, pois são um coringa nesta cozinha aqui, e escolhi as sementes de chia, que não exigiam preparação prévia. Busquei a receita no No Recipes - o chef tenta ensinar a cozinhar sem receita, mas eu sempre acabo seguindo as dele. Fiz uma ou outra modificação apenas. E ficou ótimo!

Pão-bolo de abobrinhas com chia
- 2 abobrinhas médias
- 1 colher de chá de sal cheia
- 1 xícara de farinha de trigo branca
- 1/2 xícara de farinha de trigo integral
- 1 colher de sopa de açúcar
- 1 1/2 colher de chá de fermento em pó
- 1/2 colher de chá de cominho
- 3 ovos
- 1/2 xícara de azeite
- 2 colheres de sopa de água
- 1 colher de sopa sementes de chia

Passe as abobrinhas em ralador grosso, misture com o sal e deixe drenar em uma peneira.

Enquanto isso, misture as farinhas, o açúcar, o fermento e o cominho e reserve. Bata os ovos com o azeite e a água rapidamente, até a mistura ficar aerada.

Junte a abobrinha drenada e misture. Depois, os ingredientes secos e, por último, a chia.

Coloque a massa em uma forma de bolo inglês untada e farinhada e, por cima, polvilhe um pouco mais de chia, para fazer um bonito. Asse em forno preaquecido por cerca de 40 minutos, até um palito fincado no meio sair seco.

Deixe esfriar uns dez minutos na forma e, depois, em uma grade.

(Fica duas vezes delicioso quando as fatias são ligeiramente torradas... com uma manteguinha em cima... hmmmm)


PS.: Esse título, além do "tracadalho" com o ingrediente, é uma lembrança da noite violenta que São Paulo viu ontem, na manifestação popular em que centenas foram agredidos pela PM. Porque nesse país as pessoas podem até achar a situação ruim, mas sem chiar, senão leva bala de borracha e gás lacrimogêneo.

19.5.13

A tal da pizza


É uma unanimidade. Segue uma receita de massa bem facinha e bem gostosa. Fico feliz em encontrá-la, já que Brasília não é conhecida pela facilidade de achar boas pizzarias (ter, tem, mas são poucas e caaaaaras).

Massa para pizza (rende duas médias)
- 250 ml de água morna
- 1/2 xícara de óleo
- 3 colheres de chá rasas de sal
- 1/2 colher de chá de açúcar
- 1 pacote de fermento biológico seco instantâneo (10 gramas)
- 1/2 quilo de farinha de trigo peneirada

Coloque a água morna em uma vasilha, junte o óleo, o sal, o açúcar e o fermento e misture com uma colher.  O fermento vai começar a reagir e a mistura vai ficar opaca.

Vá juntando a farinha de trigo aos poucos, primeiro com a ajuda de uma colher e depois, vá misturando com as mãos. A massa vai ficar bem molenga, meio pegajosa, mas soltando das mãos.

Deixe a massa na vasilha, cubra com um pano de prato e deixe em um lugar tranquilo por uma hora. Ela vai dobrar de tamanho. Enquanto isso, vá preparar os ingredientes da cobertura.

Divida a massa em dois. Jogue um pouco de farinha na bancada, "empane" a massa e comece a trabalhar, abrindo com as mãos. Ela é puxa-puxa, então você vai terminar de abrir na forma, untada com pouquíssimo óleo. Pincele molho de tomate e preasse em forno médio.
Retire do forno, coloque mais molho de tomate e o recheio que quiser (fiz metade mussarela+parmesão+manjericão e metade mussarela+gorgonzola+cubos de bacon) e leve ao forno para terminar de assar.

17.2.13

"Hum, isso aqui com uma cerveja..."


Domingão, calorão, cervejão (que não é a do comercial, peloamor). Para animar a reunião com os amigos, segue uma receita facinha de biscoitinhos de cebola e pimenta.

Você come um biscoitinho, dá aquele ardidinho, toma uma gole de uma loirinha gelada para refrescar. E assim vai a tarde. (Se você não gosta de pimenta, pode substituir por ervas, mas aí perde a metade da graça.)

Biscoitos ardidinhos
- 1/2 xícara de azeite de oliva
- 1 cebola média picada
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 2 colheres de chá de fermento em pó
- 2 colheres de chá de pimenta caiena em pó (ou outra similar)
- 2 colheres de chá de sal
- 5 colheres de sopa de parmesão ralado

Bata no liquidificador o azeite e a cebola e reserve. Peneire a farinha, o fermento, a pimenta e o sal e misture. Junte as duas coisas e sove por uns cinco minutos, até a massa ficar lisa. Junte o parmesão e misture bem.

Preaqueça o forno. Faça cobrinhas com a massa, com cerca de 2 mm de espessura, e corte em almofadinhas. Coloque em uma assadeira untada com azeite e asse por uns dez minutos, em forno médio-baixo, até dourar em baixo e começar a dourar em cima.

Tire da assadeira enquanto ainda estiver morno e deixe esfriar.

15.2.13

Vegetariano sim, senhor


Enquanto os homens da casa adoram uma carne vermelha, minha enteada linda está cada vez mais se voltando aos pratos vegetarianos. E sua fruta preferida é o tomate. Tá bom pra você? :-)

Fiz essa quiche em sua homenagem, e aproveitei para testar uma nova receita de massa podre - que deu muito certo. Ficou tão gostoso que eu acabei comendo mais do que ela... aiai.

Quiche de tomate e abobrinha

Massa:
- 380 gramas de farinha de trigo peneirada
- 10 gramas de sal
- 230 gramas de manteiga sem sal
- Água, o necessário para dar liga

Misture os ingredientes até formar uma massa uniforme. Faça uma bola, enrole em filme plástico e deixe na geladeira por pelo menos meia hora antes de usar. Abra na forma, faça furos com um garfo no fundo e asse rapidamente.

Aqui tem massa suficiente para duas quiches. O que sobrou eu congelei.

Recheio:
- 2 abobrinhas médias cortadas em juliana
- Um punhado de tomate-cereja ou grape
- 2 colheres de sopa de um bom azeite
- Uma boa pitada de cominho
- Sal e pimenta a gosto
- 3 ovos
- 1/2 copo de leite integral
- 1/4 de copo de creme de leite fresco
- 1 1/2 copo de queijo estepe ou gruyère
- Parmesão ralado (não de pacotinho, ok?)

Enquanto a massa descansa na geladeira, comece a preparar o recheio: descasque as abobrinhas e corte-as. Lave os tomates, corte pela metade e deixe-os descansando numa tábua com o interior exposto para baixo, para drená-los um pouco. Passe o estepe num ralador grosso e reserve.

Aqueça o azeite e jogue ali as abobrinhas, temperadas com o sal, a pimenta e o cominho. Deixe cozinhar por uns dez minutos, mexendo de vez em quando. Desligue o fogo e deixe esfriar um pouquinho. Numa tigela, misture com um fouet os ovos, o leite, o creme de leite e o estepe, mais um tico de sal e pimenta.

Daí é só montar: forre o fundo da massa já preassada com as abobrinhas. Sobre elas, arrume os tomatinhos. Sobre eles, polvilhe um tico de sal. Sobre tudo, tentando não desarrumar todos os tomates, jogue a mistura de leite e ovos. Sobre o conjunto, jogue o parmesão ralado.

Asse em forno preaquecido por uns 30 minutos, até ficar dourado bem bonito e o cheiro tomar a casa. Sirva com uma saladinha de folhas verdes e um suco geladinho.

31.12.12

Boa entrada


Essa entradinha de figos eu aprendi no Mixirica. Há tempos eu não fazia, pois ela combina mais com o clima temperado do outono de São Paulo do que com o calor do cerrado brasiliense. Mas como entradinha para a ceia de Reveillon eu topo.

Segue a receita como está no site da Tatu:

Figos com nozes
- 1 potinho de cream chesse
- 2 colheres de sopa de nozes picadas
- figos secos cortados ao meio
- uma colherinha de mel ou melado
- sal e pimenta do reino branca

Misture o cream cheese com os outros ingredientes, mexa bem, afofando a mistura e tempere com sal e pimenta branca a gosto. Faça quenelles usando duas colheres e coloque em cima das metades dos figos.

31.10.12

Calorão, heim?


Em Brasília, 38 graus Celsius. À noite "cai" para uns 30 graus. Fala sério.

No jantar, salada de espinafre com tomate cereja (ou uva), queijo de cabra e sementes de girassol torradas, com molho de mostarda (misture mostarda dijon, sal, pimenta, um pouco de azeite, um tico de água, um tico de mel, tudo a gosto, feito de beiçada pelo maridón).

28.10.12

Vegetariano delícia


Quem disse que comida sem carne significa comida sem gosto? 

Polenta cremosa com cogumelos
- 1 litro de água
- 1 xícara de polenta (fubá - quanto mais fininha, melhor)
- 2 1/2 colher de sopa de manteiga
- 2 a 3 colheres de sopa de parmesão ralado
- 1 bandeja de shitakes lavados e sem o talo (brancos, marrons, ou champignons frescos, ou todos os três tipos juntos)
- 2 dentes pequenos de alho picadinhos
- 1/2 cebola bem picada
- 1/4 xícara de vinho (branco, no caso do shitake branco, ou tinto, com shitake marrom)
- 1/2 caixinha de creme de leite
- Sal e pimenta de qualidade, a gosto
- Cebolinha para decorar

Coloque a água para ferver. Acrescente uma colher de chá de sal e a polenta em fio, mexendo sempre com um fouet. Quando começar a engrossar, continue mexendo vigorosamente com uma colher de pau, até cozinhar e chegar num ponto cremosinho (a polenta começa a se desprender da panela). Jogue 1 1/2 colher de sopa de manteiga, o queijo parmesão e misture bem.

Numa outra panela, derreta a manteiga restante e frite a cebola, primeiro, e depois coloque o alho, de forma que eles comecem a dourar e derreter, sem queimar. Acrescente os cogumelos e refogue - eles vão soltar naturalmente uma aguinha, então deixe ela evaporar um pouco, mexendo de vez em quando. Acrescente o vinho, tempere com o sal e a pimenta e deixe apurar, mexendo até o álcool evaporar.

Jogue o creme de leite, incorpore rapidamente e desligue o fogo antes de ferver.

Coloque os cogumelos sobre a polenta cremosa, e a cebolinha picada por cima. Coma de colher, bem feliz. :-)

25.10.12

Dupla imbatível


O alho-poró estava tão fresco que não tive escolha: foi imediatamente para minha cestinha.

Em casa, virou parceiro da batata, num acompanhamento bom para carnes em geral. Uma observação importante: com as medidas abaixo, o creme de alho-poró é suficiente apenas para cobrir os tubérculos, não para deixá-los imersos. Se quiser mais cremoso, é só dobrar a receita da cobertura e usar creme de leite fresco.

Gratinado de batatas com alho-poró
- Cinco batatas médias
- 1 folha de louro
- Azeite
- Um talo de alho-poró
- 2 dentes de alho
- 2 colheres de sopa de manteiga
- 1 lata de creme de leite com soro
- Sal e pimenta a gosto
- Queijo parmesão, para cobrir

Comece descancando as batatas e cortando em fatias redondas. Cozinhe na água com sal e a folha de louro, como diz a minha mãe "para dar um perfume". Escorra quando estiverem cozidas, porém bem firmes. Disponha em camadas uma forma untada, com um fio de azeite entre elas. Reserve e ligue o forno.

Corte o alho-poró em fatias finas e separe as rodelinhas. Numa panela ou frigideira alta, derreta as duas colheres de manteiga em fogo baixo e doure o alho (cuidado para não queimar nem a manteiga nem o alho). Coloque o alho-poró, acrescente sal e pimenta a gosto e refogue bem. Junte o creme de leite, incorpore e desligue o fogo antes de ferver.

Jogue o creme sobre as batatas, cubra com queijo parmesão e gratine até ficar com essa carinha aí em cima, bem gostosinha.


18.10.12

Suflê do Popeye


Achei essa receita facim facim em diversos blogs e sites. Fiz e recomendo.

(Nota de mãe: pena que petico nem chegou perto, apesar do apelo do nome)

Suflê de espinafre
- 1 maço de espinafre limpo
- 2 colheres de sopa de manteiga
- 1 colher de sopa de farinha de trigo
- 1 tablete de caldo de galinha
- 1 xícara de leite quente
- 3 ovos, separados em clara e gema
- 4 colheres de sopa de queijo parmesão ralado

Cozinhe o espinafre com água e o tablete de caldo. Depois de cozido, pique-o bem e reserve. Unte um refratário e reserve.

Derreta a manteiga, jogue ali a farinha de trigo e mexa rapidamente até dourar por igual. Junte o leite quente, metade de cada vez, mexendo vigorosamente para engrossar sem embolotar. Retire do fogo, junte as gemas e o queijo parmesão ralado e misture bem.

Esprema bem o espinafre reservado com as mãos, para tirar a água, e misture. Bata as claras em neve e incorpore na massa delicadamente, para não estourar as bolhinhas de ar. Jogue no refratário e asse, em forno preaquecido, por aproximadamente 40 minutos. Sirva imediatamente.

25.7.12

Jantarzinho de meio de semana


Hoje achei no supermercado um creme de ricota pronto, que não conhecia. A consistência é de pastinha, então fiz torradas de pão preto, regadas no azeite.

Depois espalhei porções generosas do creme, tomates cerejas previamente temperadas com sal e pimenta, mais folhinhas de manjericão, reguei novamente com um fio de azeite e levei ao forno preaquecido por alguns minutos.

Acompanhou uma saladinha e sobrecoxas assadas. :-)

20.7.12

Está em forma?


Esse molho é saboroso e pode ser usado em diversos pratos. O namorido aproveitou aspargos brancos, cozinhou e enrolou em presunto cru e jogou o molho por cima.  Nham, nham, nham.

A única observação é: prepare seus bíceps. Sem bater continuamente, com vontade, a mistura não chegará ao ponto certo. Além disso, é uma bomba calórica, para quem está em dia com o colesterol.

A receita a seguir tirei do livro "Breakfast", editado pela Williams-Sonoma.

Molho holandês
- 1 xícara da melhor manteiga sem sal que você possa achar
- 2 gemas de ovos grandes
- 1 1/2 colheres de sopa de água
- 1 colher de sopa de suco de limão espremido na hora
- 1/2 colher de chá de sal
- Pimenta branca moída

Derreta a manteiga sem queimar. Deixe esfriar por cinco minutos.

Em uma panela a vapor, deixe a água esquentar, mas sem ferver. Coloque as gemas, o limão e a água na panela ainda fora do vapor e misture. Assim que colocar sobre o calor, bata vigorosamente a mistura com um fouet, até ela ficar clara e fofa. Tire do fogo e continue mexendo até esfriar um pouco, por cerca de um minuto.

Continue mexendo - vigorosamente - enquanto joga a manteiga lentamente sobre a mistura, em fio, até ela ser absorvida. Acerte o sal e a pimenta.

6.5.12

CTRL-C, CTRL-V


Passeando no supermercado, uma bandeja de shitakes brancos piscou para mim. Não estavam baratos - não há cogumelos baratos em Brasília -, mas estavam menos exorbitantes do que normalmente. Quando dei por mim, os cogumelos ja estavam no carrinho e eu, a pensar em como usá-los.

Lembrei de uma receita feita há muito tempo, uma torta de alho-poró delícia, que poderia ser facilmente adaptada. Pena que o alho-poró eu não encontrei. Mas, de resto, foi copiar o passado.

Torta de cogumelos

Massa
- 1 pacote de biscoito de água (ou de água e sal)
- 100 gramas de manteiga gelada
- 1 ovo
- 1 pitadinha de sal

Bata os biscoitos no liquidificador ou processador ate virar uma farinha. Coloque numa vasilha, acrescente a manteiga e o ovo e misture bem com as mãos. Forre uma forma de aro removível (24 cm de diâmetro) com esta massa, nivelando bem. Reserve.

Recheio
- 1 colher de sopa de manteiga
- 1 cebola média ralada ou passada no processador
- 1 xícara de chá de champignon fatiado
- 1 bandeja de shitake
- 1 colher de sopa de farinha de trigo
- 1/2 xícara de chá de leite
- 2 ovos
- 1 copo de requeijão cremoso
- Sal e pimenta a gosto

Aqueça a manteiga e doure a cebola. Junte os cogumelos e refogue bem. Dissolva a farinha de trigo no leite, acrescente os ovos e misture bem. Acrescente o líquido à mistura que está no fogo, mexendo sempre em fogo médio-baixo até virar um creme. Retire do fogo, coloque o requeijão e tempere com sal e pimenta. Despeje sobre a massa da torta reservada. Salpique com parmesão ralado. Leve ao forno preaquecido em temperatura média por cerca de 25 minutos, até dourar.

18.3.12

Fiz, faço e farei


A receita original eu peguei do Mixirica - e adorei. É daqueles acompanhamentos que acabam virando a estrela da mesa. Certamente vou repetir. (Fiz algumas poucas adaptações, porque a couve-flor que tinha em casa era gigante.)

Couve-flor gratinada com gorgonzola
- 1 couve-flor média/grande
- 1 xícara de creme de leite
- 1 xícara de leite
- 2 gemas
- 2 dentes de alho
- 100 gramas de queijo gorgonzola
- Sal e pimenta a gosto

Lave a couve-flor e corte em pedaços pequenos. Cozinhe na água e sal até ficar macia, porém firme. Disponha os pedaços em um refratário.

Em uma tigela, misture bem o creme de leite, o leite, o alho esmagado e as gemas. Tempere com sal e pimenta e despeje sobre a couve-flor. Despedace o gorgonzola sobre tudo e leve ao forno preaquecido em temperatura média.

Asse por cerca de 20 minutos, ou até dourar a superfície.

7.4.08

Esfriou!

Temperatura cai lá fora, na cozinha as sopas retomam lugar de destaque.

Sopa de ervilha
- 500 gramas de ervilha seca
- 1 litro de caldo de frango
- 1/2 cebola picadinha
- bacon cortado em cubinhos
- 1/2 lata de creme de leite
- Sal e pimenta a gosto

Deixe a ervilha de molho por pelo menos quatro horas. Troque a água de vez em quando.

Coloque o bacon para fritar na própria gordura na panelaça onde fará a sopa. Assim que estiver pronto, retire e frite ali a cebola. Depois acrescente a ervilha escorrida, refogue um pouco e acrescente o caldo.

Depois de cozido, bata o conteúdo da panela no liquidificador. Retorne para o fogo com o creme de leite, mas não deixe ferver. Acerte o sal e a pimenta e sirva imediatamente, com os cubinhos de bacon por cima e uma torradinha de pão integral.

4.4.08

De cabeça pra baixo


















Um dos meus sítios favoritos de comida chama-se La Tartine Gourmande. Além das fotos e receitas sensacionais, a autora adora tartlets em geral: supermeidentifico! :)

Tinha uma sobra da massa usada na torta-quiche de cogumelos e resolvi testar uma das receitas dela, uma mistura de dois pratos tradicionais franceses, o tarte tatin e o ratatouille. Dei uma bela adaptada com os (poucos) ingredientes que tinha em casa - senti falta especialmente de ervas. Ainda assim, ficou bastante honesto e merece ser aprimorado.

A receita original você encontra aqui.

'Tartouille'
- 1/2 cebola
- 1/2 alho-poró (ou dois dentes de alho)
- 1 berinjela
- 1 abobrinha
- 1/2 pimentão amarelo
- 2 tomates italianos
- Azeite
- Um choro de azeite balsâmico
- Pitada de cominho
- Sal e pimenta a gosto
- Gruyère

Comece picando os ingredientes: a berinjela em cubos (reservada polvilhada com sal), a abobrinha em rodelas, o pimentão em cubinhos, os tomates em rodelas grossas, o alho-poró em rodelas, a cebola picadinha.

Esquente uma colher de sopa de azeite e refogue a cebola e o alho com o cominho. Acrescente a abobrinha com um pouco de sal e mexa delicadamente de vez em quando, em fogo baixo, tampando sempre que possível, até cozinhar sem amolecer. Lembre-se que ele vai continuar a cozinhar no forno.

Tire a abobrinha e reserve. Faça o mesmo com o pimentão e, depois, com a berinjela - essa leva o azeite balsâmico e, quando estiver quase, quase pronta, acrescente os tomates e dê apenas uma mexida.

Desligue o fogo, misture todos os ingredientes e confira o sal. Coloque em uma forma de torta antiaderente, ou unte com azeite. Faça uma camada de gruyère ralado grosso.

Abra a massa em um círculo e coloque em cima. Use o cabo de um talher para empurrar as bordas para dentro. Asse em forno preaquecido até a massa ficar dourada, mais ou menos 30 minutos.

Deixe esfriar por alguns minutinhos antes de virar.

3.4.08

Os fungos, volume 2

Mais uma da série "fungos invadem minha cozinha".

Torta-quiche de cogumelos

Pâte brisée (a boa e velha massa podre)
- 200 gramas de farinha de trigo peneirada
- 1 colher de chá rasa de sal
- 100 gramas de manteiga sem sal, em cubos, gelada
- 1 ovo
- Cerca de 2 colheres de chá de água
Misture a farinha e o sal. Junte a manteiga e vá misturando e derretendo com os dedos. Coloque o ovo. A água vai aos poucos, suficiente para dar liga. Enrole em filme plástico e leve à geladeira por 30 minutos. Abra na forma de quiche (ou outra baixinha) e reserve.

Essa massa rende bem. Dá para fazer um quiche e meio, pelo menos.

Recheio
- Meia bandeja de shitake
- Meia bandeja de shimeji
- Um alho-poró grandão
- 1 colher de sopa de azeite
- Nirá opcional
- Sal, noz moscada e pimenta a gosto
- 1/2 lata de creme de leite
- 1/2 xícara de leite integral
- 3 ovos

Limpe e corte a parte branca do alho-poró em rodelas. Esquente o azeite e frite, em fogo baixo, o alho-poró. Acrescente os cogumelos e o nirá, mais um tico de sal, e mexa por uns cinco minutos. Reserve.

Preaqueça o forno. Com um fouet, bata os ovos com os leites e os temperos.

Disponha os cogumelos sobre a massa e regue com a mistura de ovos e leite. Leve ao forno em temperatura média por uns 30, 35 minutos, até ficar douradinho e firme. Se o forno estiver muito quente, pode queimar a massa, tá?

Deixe esfriar cinco minutinhos antes de servir. Vai muito bem com uma saladinha verde.

1.4.08

Fungos na comida


















Passei na Liberdade no fim de semana e aproveitei para comprar cogumelos e nirá (além de outras coisinhas... rs) a um preço mais justo do que encontro no supermercado.

Ontem fiz omelete recheado. Queria ter feito crepe, mas era muito tarde da noite para isso. Fica aí a sugestão.


Omelete com cogumelos (para duas pessoas)
- 4 ovos
- 1 dente de alho
- 2 colheres de sopa de manteiga, no máximo
- Meia bandeja de shitake
- Meia bandeja de shimeji
- Um punhadinho de nirá
- Uma mãozona de gruyère ralado grosso
- Sal e pimenta a gosto
- Uma pitada de gengibre em pó

Pique o alho e corte o nirá em pedaços de uns 5 centímetros. Derreta uma colher de sopa de manteiga numa panelinha, jogue o alho e deixe-o dourar ligeiramente. Jogue o nirá e refogue, mexendo com freqüência, por alguns minutos. Acrescente os cogumelos (primeiro o shimeji, depois o shitake), coloque um pouco do sal, a pimenta e o gengibre e refogue por mais alguns minutos. Reserve.

Bata os ovos com um fouet ou garfo, com um tico de sal (cuidado para não salgar). Em uma frigideira antiaderente, derreta o restante da manteiga e jogue os ovos para fazer o omelete.

Quando estiver pronto, imediatamente jogue o gruyère e os cogumelos quentes no meio e dobre rápido, para derreter o queijo.

19.3.08

Tem pão velho, moça?

Aí uma amiga querida trouxe um montinho de ramos de alecrim perfumadíssimo para mim.

Aí lembrei de uma receita da Rita Lobo, no Panelinha, e resolvi fazer. Mas não deu certo... Ficou massudo demais, fofo de menos, com pouco sal. Terá sido falta de sova? Deveria ter deixado mais na batedeira? Foi o fermento? O tempo cinzento e friorento?

Bom, aí está a receita. Será que alguém sabe o que aconteceu?

Pão integral de alecrim
- 2 ramos de alecrim
- 1 xícara de água morna
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 1 xícara de farinha de trigo integral
- 10 gramas de fermento seco para pão
- 3 colheres de sopa de azeite de oliva
- Óleo de canola para untar
- Sal a gosto (usei uma colher de sobremesa rasa; não foi suficiente)

Desfolhe um dos ramos de alecrim e reserve. Numa panelinha, coloque a água e o ramo inteiro de alecrim. Leve ao fogo médio e, quando ferver, desligue. Retire o alecrim.

Numa tigela grande, misture bem as farinhas e o fermento. Faça um buraco no centro, acrescente a água morna, o azeite e o sal. Trabalhe a massa do centro para fora, incorporando os ingredientes até formar uma bola.

Sob uma superfície enfarinhada, sove a massa de pão por 10 minutos até ficar lisa e elástica. Faça uma bola com a massa. Unte o fundo de uma tigela grande com azeite. Coloque a massa e pincele-a com um pouco de azeite. Cubra com um pano de prato limpo e deixe crescer por 1 hora ou até dobrar de tamanho.

Transfira a massa crescida para uma superfície enfarinhada e aplaine com os dedos. Salpique com as folhas de alecrim. Dobre a massa e sove-a até que as folhas estejam uniformemente distribuídas. Modele o pão em formato ovalado com cerca de 25 x 10 cm. Unte uma assadeira grande com óleo. Transfira a massa para a assadeira e faça cortes superficiais no sentido da largura do pão. Pincele com o azeite de oliva restante, cubra e deixe crescer por 30 minutos.

Preaqueça o forno a 180°C (temperatura média). Pincele o pão com mais azeite e leve ao forno para assar por cerca de 35 minutos ou até que esteja dourado. Para verificar se está assado, bata na parte de baixo do pão (como se estivesse batendo numa porta) e observe se produz um som oco. Caso contrário, deixe assar mais um pouquinho. Quando pronto, coloque o pão sobre uma grade e deixe esfriar.