30.12.13

Um acerto do erro


Tem dia que não sai.

Foi assim um dia desses, quando fiz cupcakes com geleia de amora como recheio. Os bolinhos saíram perfeitos, mas a cobertura de merengue italiano (que faço sempre) ficou horrível. Aí tentei fazer uma cobertura de brigadeiro branco, que passou do ponto e ficou muito dura para espalhar nos bolinhos.

Os cupcakes foram finalizados então com a misturinha açúcar de confeiteiro + água + suco de limão. O brigadeiro branco, por sua vez, foi enrolado e passado uma parte em amêndoas sem pele e esmigalhadas, outra parte em açúcar. A primeira versão ficou campeã.

A receita eu tirei daqui e adaptei.

Brigadeiro branco
- 1 lata de leite condensado
- 1 colher de sopa de manteiga sem sal
- 1 gema sem pele
- 1 pitada de sal
- 100 gramas de chocolate branco picado

Misture tudo em uma panela de fundo grosso, em fogo baixo, e mexa até dar o ponto (ou seja, aparecer o fundo da panela). Deixe esfriar e enrole.

(Para cobrir os cupcakes, eu deveria ter deixado mais para mole, só um tico a mais do ponto do brigadeiro de copinho. Fica para a próxima vez.)

29.12.13

Trauma superado


Muitos anos atrás, a Lei de Murphy nos visitou na véspera de Ano Novo em todo seu resplendor. Tentamos fazer um semifreddo, seguindo uma receita que, segundo o Jamie Oliver, configura a sobremesa mais fácil do mundo.

Pode ser que seja verdade em Londres no inverno, não no verão brasileiro. Na nossa primeira tentativa, ele talhou todo. Baseado em ovos e creme de leite fresco, o semifreddo é um doce que lembra um sorvete, só que não - semifreddo significa "semicongelado", diz Jamie.

No ano passado, resolvemos arriscar de novo. Mas, dessa vez, procuramos uma receita em que os ovos eram cozidos (e não crus, como a do Jamie Oliver) e que não levasse frutas secas. Achamos uma receita australiana, com praliné de avelãs, e deu MUITO certo.

Neste ano, repetimos a dose. Murphy chegou a dar o ar da graça (tentamos fazer um praliné de baru, e foi um fracasso retumbante), mas conseguimos afastá-lo. O semifreddo deste Natal não ficou tão glorioso quanto do ano passado (alguns cristais de gelo se formaram, não sabemos se por causa da polpa de maracujá ou porque não acertamos o tempo entre a preparação do creme de leite e do creme de ovos). Mas, olha, não sobrou nada para contar história.

Semifreddo de maracujá e chocolate
- 3 ovos + 2 gemas
- 1 colher de chá de baunilha
- 1 copo cheio (220 gramas) de açúcar de confeiteiro
- 500 ml de creme de leite fresco
- 1 saquinho de polpa de maracujá
- 100 gramas de chocolate ralado

Tire a pele das cinco gemas e coloque, com as claras, a baunilha e o açúcar em uma tigela que possa ser levada ao fogo. Coloque sobre uma panela com água em fervura, mas de forma que a água não bata na tigela. Enquanto esquenta, bata a mistura com um mixer elétrico por 6 a 8 minutos, até ela ficar grossa e clara. Tire a tigela do fogo e deixe esfriar um pouco.

Bata o creme de leite até formar picos leves. Jogue na mistura e misture gentilmente, até incorporar (até aqui é a receita básica - a ela, você pode colocar o que quiser). Acrescente a polpa e o chocolate, até misturar, e disponha em uma forma com dois litros de capacidade. Cubra com filme plástico e coloque no freezer por seis horas. Tire do freezer um pouco antes de servir.

18.12.13

Eu sou de uma época...


Antigamente havia os cadernos de receitas. Ali residiam as melhores receitas, aquelas passadas de geração a geração, de vizinha a vizinha, de amiga a amiga, escritas com caligrafia e as regras ortográficas de sua época. Às vezes vinham de uma revista, de um programa de televisão, de rádio, de experimentações e de necessidades.

Nesses cadernos, as melhores receitas eram sempre aquelas cujas páginas estavam mais manchadas, por respingos de massa ou dedos de gordura. Era o atestado de sucesso garantido.

Aí veio a internet, os blogs, os sites, as redes sociais. E os cadernos perderam espaço. Eu mesma trato esse blog como um caderno de receita pra lá de prático, onde posto principalmente o que funcionou e ao qual tenho acesso de qualquer lugar do planeta. E meus amigos podem saber o que sai da minha cozinha, e mesmo aqueles que moram distante podem imaginar o cheiro e o sabor.

Mas e as páginas manchadas? E aquela sensação de que há mais no caderno do que contam suas folhas? Onde fica tudo isso num blog?

Sinto uma certa tristeza adiantada em pensar que meu filho, hoje com cinco, não terá em suas mãos o "caderno de receitas da mãe" quando for morar sozinho. Sim, posso salvar essas receitas todas que hoje estão na blogosfera e transferir para o papel. Posso até marcar com uma estrelinha as minhas favoritas, e as dele também. E quem sabe como será o mundo daqui a 15 anos, e qual será a forma virtual de ele ter acesso a esses posts.

Mas as manchas não estarão lá. Ele não saberá quais receitas fiz com mais frequência, quais foram mais saboreadas.

**********************

Essa receita veio do meu caderno, que fiz quando saí de casa, aos 18 anos. As páginas estão pra lá de sujas de gordura e massa, pois é uma receita prática, versátil e que todo mundo gosta. É bom para um encontro com os amigos, para a visita da sogra, para o lanche da tarde. Ela demora um pouco para ficar pronta (do começo até a hora de servir, cerca de uma hora e meia), mas sempre vale a pena.

Salgado de queijo (e o que mais você quiser)

Massa:
- 130 gramas de margarina ou manteiga
- 250 gramas de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 1 colher de sopa de leite
- 1 pitada de sal
- 1 ovo

Deixe a margarina ou manteiga chegar à temperatura ambiente. Misture com os ingredientes (secos peneirados, ovo prebatido rapidamente), até a massa ficar uniforme. Cubra com um filme plástico e deixe descansar por 30 minutos.

Depois disso, abra com os dedos em um refratário grande (sem untar), de forma a cobrir todo o fundo e as laterais. Furo o fundo com um garfo.

Eu prefiro deixar a massa mais fina, e sempre acaba sobrando um pouco para fazer um miniquiche no dia seguinte. :-)

Recheio:
- 200 gramas de mussarela
- 150 gramas de presunto ou peito de peru picado
- Qualquer outro ingrediente que você queira colocar, como ervas, alho-poró, palmito, cogumelos...

Em cima da massa podre, coloque o recheio. Eu prefiro começar com uma camada de queijo, e em cima por o restante. Se quiser colocar outros ingredientes, não esqueça da pré-preparação (como saltear os cogumelos e refogar o alho-poró).

Cobertura:
- 3 ovos, separadas gemas e claras
- 1 copo de creme de leite (pode ser fresco, que eu prefiro, ou de lata) ou nata
- 200 gramas de parmesão ralado

Bata as claras em neve até ficarem firmes. Misture com os demais ingredientes com a ajuda de um fouet e despeje sobre o recheio.

Asse em forno preaquecido a 180-200 graus, por cerca de 30 a 40 minutos, até a cobertura crescer e ficar dourada. Sirva imediatamente.

17.12.13

Pedidos de criança


Desde que petico se deu conta que a mãe dele gosta de panelas, ele fica de olho em receitas por aí e pede para eu repetir.

A última foi o macarrão arco-íris.

"Como é??" foi minha reação. De cara percebi que é mais uma das modinhas culinárias da era do Google, que alguém faz e posta, alguém copia e gosta, e a coisa começa a tomar todas as cozinhas pelo mundo afora. Foi assim com o bolo arco-íris e com o bolo de caneca - esse último até virou produto em gôndola de supermercado, veja só.

Pois bem, fui para o Google e achei várias receitas, e agora é minha vez de entrar/alimentar a modinha. Se você quiser visualizar, pode seguir o Manual do Mundo, ou veja este site em inglês, referenciado em vários blogs por aí.



Macarrão arco-íris
- Spaguetti grão duro
- Sal a gosto
- Corantes de sua preferência
- Manteiga ou azeite

Esquente água numa panela para fazer o macarrão, com o sal. Cozinhe e escorra.

Separe o macarrão em saquinhos, um para cada cor. Coloque algumas gotas (poucas) e misture, até todos os fios ficarem coloridos. Deixe descansar uns 3-5 minutinhos e escorra novamente, uma cor de cada vez, dessa vez lavando bem até a água não sair colorida.

Use a manteiga ou o azeite quente para requentar o macarrão, e consuma imediatamente.

20.11.13

Veludo vermelho


Desde que ganhei o livro "Fazendo cupcakes com Lola" no Dia das Mães, experimentei diversas receitas. Algumas deram certo, outras nem tanto (mais por culpa da péssima tradução do que pela minha inaptidão... ;-). Mas algo é constante: o pedido insistente do maridón para que eu fizesse o cupcake "Red Velvet", um campeão de vendas na loja.

Aí que ele foi para Londres a trabalho, mas deu um jeito de passar em uma das Lolas e comprar esse bolinho. E voltou ainda mais inflado, insistindo para que eu fizesse. E prometeu para os colegas que agora compram meus cupcakes que eu faria (acima, prontos para o transporte).

Minha impressão: é gostoso, mas não é o melhor bolo de chocolate que já comi - há outro, no mesmo livro, que é realmente delicioso. A boa notícia é que a cobertura de cream cheese ficou perfeita, após eu substituir o açúcar de confeiteiro indicado pelo livro pelo açúcar impalpável.

Veludo vermelho (da Lola)
- 1 1/2 xícara de farinha de trigo
- 1/2 colher de chá de fermento em pó
- 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 1 colher de sopa de cacau em pó (o melhor e mais puro que você conseguir achar)
- 1/4 colher de chá de sal
- 100 gramas de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
- 3/4 de açúcar refinado
- 1 ovo batido
- 1 colher de chá de corante vermelho em gel (o livro fala em corante em pasta... ê tradução! Além disso, pede 2 colheres, mas achei demais)
- 25 gramas de chocolate meio amargo derretido
- 2 colheres de sopa de óleo de girassol
- 1 colher de chá de vinagre de vinho branco
- 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
- 1/2 xícara de creme de leite leve (usei o fresco)

Peneire junto a farinha, o fermento, o bicarbonato, o cacau, o sal e misture. Em outra tigela, bata a manteiga com o açúcar até formar um creme claro e fofo. Acrescente o ovo e bata até misturar bem (não deixe de usar uma espátula para raspar as laterais para não deixar nada sem incorporar). Aos poucos, acrescente o corante.

Sem parar de bater, acrescente o óleo, o vinagre, a baunilha e o chocolate derretido. Depois, em velocidade baixa, acrescente metade dos ingredientes secos, misture, depois metade do creme de leite. Repita a operação com o restante.

Divida a massa entre 12 forminhas de cupcake e asse em forno preaquecido, a 180C, com 20 minutos, ou até que um palito enfiado no meio saia limpo. Deixe esfriar por alguns minutos da forma e depois transfira para uma grade.

Cobertura de cream cheese
- 65 gramas de manteiga sem sal em temperatura ambiente
- 185 gramas de açúcar impalpável
- 250 gramas de cream cheese em temperatura ambiente (ou quase - cuidado para não estragar no calor)

Bata a manteiga na batedeira até formar um creme leve e homogêneo. Adicione o cream cheese e bata por dois minutos em velocidade baixa. Aos poucos, peneire o açúcar sobre a tigela e bata por mais alguns minutos, até misturar bem e a massa ficar homogênea e brilhante. Cubra e leve à geladeira por uns 40 minutos, até ela ficar firme suficiente para ser manuseada.

Como cobrir:
Deixe os bolinhos esfriarem bem. Com uma faca afiada, corte o cocuruto e esmigalhe essa fatia com os dedos. Coloque o creme em um saco de confeitar, com pico pitanga largo, e enfeite os bolinhos. Depois, passe as laterais nos farelos.

5.11.13

Faça. Sério


Meu quintal tem um pomar. Sim, essa é a palavra: duas mangueiras imensas, um abacateiro gigante, bananeira, jabuticabeira, dois limoeiros (de espécies diferentes), amoreira, caramboleira, aceloreira, mamoeiro e, como descobri dia desses, cajueiro.

Mas meu quintal é notório por produzir frutas ruins. Talvez seja o solo, tão maltratado durante tantos anos - e que tampouco recebeu muitos investimentos desde que nos mudamos, há três anos. Tirando o abacate e o limão, que aproveito bem, as demais frutas são azedas, ou têm bicho, ou uma hora a árvore morre, ou, sei lá, simplesmente são ruins. Aproveitá-las é sempre um desafio que nem sempre venço.

Pois neste ano resolvi encarar as jabuticabas - no meu caso, meio azedinhas. Colhi um tacho cheio e fui para o Google atrás de receitas. Queria fazer a tradicional geleia - até porque, um tempo atrás, quando tentei da primeira vez, ela ficou tão dura que nem consegui tirar do pote mais, e precisava acabar com esse trauma. E caí no blog de uma mineira, que sorte, que não apenas me ensinou a fazer um bolo com a frutinha como também me ensinou a consertar a geleia dura. Lição que tive de aplicar, pois errei a mão de novo.

O bolo é a coisa mais descomplicada do mundo. É, na verdade, a versão roxinha do meu amado bolo de cenoura. Só muda a quantidade de açúcar, afinal, trata-se de jabuticaba e, mesmo a que tenho em casa, azedinha, não merece tanta glicose. Segui a recomendação da blogueira e fiz com farinha integral.

Agora segue a minha recomendação para você: aproveite as últimas jabuticabas da estação, aquelas bem docinhas, e faça esse bolo. Se não quiser/tiver farinha integral, vá com a branca mesmo. (E acrescente umas nozes moídas na massa, o que farei da próxima vez.)



Bolo de jabuticaba (do blog Quitanda de Minas)
- 2 xícaras de jabuticabas maduras
- 3 ovos
- 1 xícara de açúcar
- 1 xícara de óleo
- 1 xícara de farinha de trigo branca
- 1 xícara de farinha de trigo integral
- 1 colher de sopa de fermento em pó

Lave as jabuticabas em água corrente e tire os cabinhos. No liquidificador, bata bem as frutas com os ovos, o óleo e o açúcar. Não se preocupe com a casca ou os caroços - vai tudo junto.

Enquanto isso, misture as farinhas e o fermento peneirados em uma tigela. Jogue a mistura do liquidificador e incorpore bem, sem deixar nenhuma bolinha. Asse em uma forma untada e farinhada, em forno a 180 graus, até assar por igual e um palito sair limpo.

23.10.13

Simples assim


Pêssegos polvilhados com açúcar mascavo, nozes e uva passa, e uma porção generosa de maple syrup. Alguns segundos no microondas e é só.

Se quiser, uma bola de sorvete de creme pode fazer toda a diferença. ;-)

22.10.13

Pão de minuto


Fiz a receita na máquina, com a função amassar (em algumas máquinas, ela se chama "massa"). E aproveitei o gergelim negro presente do meu irmão para enfeitar. Não sei se essa receita funciona se você quiser fazer na mão.

Pãezinhos de minuto

- 1 copo de leite com 3 ovos (primeiro coloque os ovos e depois preencha a medida com o leite)
- 3 colheres de sopa de margarina ou manteiga
- 1 colher de chá de sal
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 3 copos de farinha de trigo especial
- 2 colheres de chá de fermento biológico seco
- 1 gema

Coloque os ingredientes na máquina na ordem acima (menos a gema). Quando acabar o ciclo, coloque a massa em uma superfície enfarinhada, divida em pedacinhos e faça bolinhas.

Coloque-as em uma assadeira untada com óleo, passe a gema misturada com um tico de água sobre cada uma, com a ajuda de um pincel, e grude os gergelins. Asse no forno preaquecido por 20-30 minutos.

21.10.13

Tá, exagerei


Queria fazer um bolo de revista. Aí fiz esse megamonstro de chocolate, com 1.649.376 calorias por pedaço.

A saber: quatro andares (dessa massa aqui), duas camadas de recheio de doce de leite com chocolate mais nozes moídas, mais uma camada de recheio de ganache de chocolate meio amargo (daqui), com calda de chocolate (daqui, só que com mais leite) em cada camada de bolo e cobertura do mesmo ganache.

:-)

20.10.13

Misturinha brasileira



Você conhece o baru?

Quem é do cerrado conhece ou pelo menos já ouvi falar. Eu, que cresci e vivi mais de três décadas na mata atlântica (ou melhor, onde antes havia a mata atlântica), só fui apresentada há pouco mais de um ano - e foi paixão à primeira mordida. Acima, você vê com casca e sem.

O gosto do baru lembra bem de longe o do amendoim. Tem alta concentração de proteínas e óleos e é boa tanto em salgados (como pães), doces e puro. É um ingrediente que entrou na minha cozinha para ficar: estou sempre pensando em formas diferentes de utilizá-lo.

Hoje em fiz um bolo de coco com baru. A receita original é da Juliana, do Pitadinha, e fiz algumas poucas adaptações Com receio de ficar seco, usei coco fresco pela primeira vez na minha vida - furei, esquentei, quebrei, limpei e passei no processador (ralar é demais, vai). Mas, depois de pronto, achei que não deve ficar diferente com coco ralado de pacotinho. Claro que o coco fresco dá outro sabor e cheiro, né?


Bolo de coco e baru

Ingredientes:
- 2 3/4 xícaras de farinha de trigo
- 2 colheres de chá de fermento em pó
- Uma pitada de sal
- 200 gramas de manteiga sem sal em temperatura ambiente
- 2 xícaras chá de açúcar
- 4 ovos
- 1 xícara de leite de coco
- Cerca de 60 gramas de coco ralado fresco
- 1/2 xícara de baru processado

Torre o baru (se ainda não estiver torrado, o que é improvável), descasque e bata em um processador até ficar fino. Passe por uma peneira grossa e reserve os pedaços maiores para decoração.

Preaqueça o forno a 180 graus. Enquanto isso, bata a manteiga até clarear, junte o açúcar e bata até misturar.

Acrescente os ovos, um a um, batendo entre cada adição. Acrescente os ingredientes secos peneirados intercalando com o leite de coco. Por último acrescente o coco ralado e o baru, misture rapidamente e transfira para uma forma grande untada e farinhada. Asse até o palito sair seco.

Calda:
- 1 xícara de açúcar de confeiteiro
- 6 colheres de leite de coco

Misture e jogue sobre o bolo ainda quente.


7.10.13

Ajudante de cozinha

O Dia das Crianças cai num sábado neste ano. Aproveite para juntar seus filhos (e sobrinhos e netos e agregados) e colocar todos a mão na massa (inclusive literalmente).

Selecionei algumas receitas já publicadas neste blog que juntam pequenos e grandes. Claro que a parte de forno e fogão fica nas mãos dos adultos, mas em todas elas há momentos que as crianças podem ajudar. Tenho certeza que vocês todos vão se divertir.

3.9.13

Carta aberta às editoras brasileiras


Prezadas editoras brasileiras,

Fico muito contente por vocês investirem neste filão a qual pertenço, dos cozinheiros amadores que gostam de se arriscar na cozinha, e que tragam para o mercado brasileiro livros simpáticos e bonitos com receitas simples.

Mas vocês precisam investir mais para entregar produtos de melhor qualidade, e não perder compradores como eu. Vira e mexe encontro falhas de tradução que levam a desastres culinários. Foi o que aconteceu comigo, de novo, neste fim de semana, ao seguir uma receita, ipsis litteris. Sendo assim, gostaria de sugerir os seguintes cuidados nas próximas edições:

Mercado de lá versus mercado daqui
Não estou falando do mercado editorial, e sim do supermercado ou do mercadinho mesmo, aquele onde vamos comprar os ingredientes para as receitas. Não é raro que um ingrediente comum no Heminsfério Norte seja difícil de achar aqui ou que seja revendido com outro nome. Um exemplo? Brown sugar. Vocês traduzem grosseiramente como açúcar mascavo. Mas há variações que, dependendo do resultado a ser obtido, fazem grande diferença: o brown sugar pode ser light brown sugar, mais clarinho e que responde diferente ao calor do que a rapadura ralada que a gente vê comumente ensacada no Brasil.

Revisão técnica não vale apenas para livro científico
A diferença dos ingredientes pode ter grande efeito no que vai sair, como falei acima. Não valeria a pena ter um cozinheiro com experiência olhando e, por que não?, testando as receitas para checar se elas vão funcionar com os ingredientes brasileiros do jeito que está escrito, ou se precisam passar por uma adaptação?

Revisão custa pouco
Em um livro que tenho em casa, há duas receitas de cupcakes de caramelo. Em ambas, pede-se cerca de 1 xícara de açúcar, mas uma fala em 180 gramas e, em outra, em 200 gramas. Pode até não fazer grande diferença no resultado, mas faz na minha cabeça. Também já peguei receitas que deveriam ser idênticas, apenas a quantidade era diferente, com proporções díspares. Qualquer um que sabe fazer regra-três percebe que tem coisa errada.
 
Prezadas editoras,

Ainda que eu saiba ler inglês, eu gosto de comprar livros de receita em português. Facilita minha vida, especialmente porque cozinhar para mim é esvaziar a cabeça, inclusive da língua estrangeira. Espero que minhas sugestões ajudem vocês a vender mais livros, e que ajudem leitores-cozinheiros como eu a acertarem mais na cozinha.

Grata pela atenção,
A simplicista

PS: na foto, os cupcakes sem a cobertura, que ficou um desastre porque a tradução não levou em consideração a diferença entre os ingredientes encontrados na Inglaterra e no Brasil.

31.8.13

É parte da história


Essa foi uma das primeiras receitas que fiz na vida, uns bons 20 anos atrás.

Sequilhos
- 500 gramas de polvilho doce
- 300 gramas de açúcar refinado
- 250 gramas de margarina derretida
- 2 ovos
- 1 pitada de sal

Misture tudo com as mãos até a massa ficar aveludada. Faça bolinhas, coloque em tabuleiros untados e farinhados e asse, por cerca de 20 minutos, em forno médio-baixo, até dourar ligeiramente em baixo (os biscoitos não saem completamente firmes do forno).

24.8.13

Caracóis


Cinnamon roll, cinnamon snail, kanelbulle, skillingsbolle.

Receita da Cinara, para fazer metade do processo na máquina de pão.

Rolinhos de canela 
Massa:
- 1 xícara de leite morno (235ml)
- 1 ovo grande
- 4 colheres de sopa de manteiga ou margarina
- 3 1/2 xícaras de farinha de trigo
- 3 colheres de sopa de açúcar
- 1/2 colher de chá de sal
- 2 colheres de chá de fermento biológico seco

Recheio:
- 1/4 de xícara de manteiga ou margarina derretida
- 1/4 de xícara de açúcar
- 2 colheres de chá de canela em pó
- Nozes picadas e uvas passas a gosto (eu não uso)

Cobertura:
- 1 xícara de açúcar de confeiteiro (usei impalpável)
- 1 ou 2 colheres de sopa de leite
- 1/2 colher de chá de baunilha

Ponha os ingredientes na máquina na ordem acima, ou na ordem indicada pelo fabricante. Ligue no ciclo "dough" (massa - na minha máquina, o ciclo se chama "amassar" e dura 1h30). 

Quando o ciclo terminar, polvilhe uma superfície com farinha. Tire a massa da máquina e sove durante um minuto. Deixe-a descansar por 15 minutos.

Amasse novamente e abra a massa em um retângulo de 35cm por 25cm. Espalhe a manteiga derretida sobre ela e, em seguida, o resto do recheio. Enrole a massa feito rocambole, a partir do lado maior. 

Corte a massa em 12 rolinhos de cerca de 3cm, usando uma faca ou um pedaço de linha (eu achei que os pães ficaram muito altos; da próxima vez, tentarei fazer 16 ou 18) Disponha os rolinhos em uma forma de 33cm por 23cm, untada, cubra com um pano e deixe crescer em um local quente até dobrar de tamanho, por 30 a 45 minutos.

Asse em forno pré-aquecido por 20 a 25 minutos, até dourar. Deixe esfriar na fôrma.  

Enquanto isso, misture os ingredientes da calda. Acrescente mais leite ou açúcar até atingir a consistência desejada. Espalhe sobre os pãezinhos, prepare um café bem gostoso e delicie-se!

20.8.13

Isso sim é receber bem

Coisa mais fofa esse vídeo!

Destaque para a cozinha de brinquedo logo no começo do filme. Meu filho ia adorar!

Retrato em preto e branco


Tem coisa mais gostosa do que um bolinho de chocolate úmido e denso, que desmancha na boca?

Tá, tem. Mas esse item está na lista dos top ten da cozinha aqui em casa, entre crianças e adultos loucos por chocolate.

Aí vai mais uma receita do livro "Fazendo cupcakes com Lola". Se tiver um dindin sobrando, invista em bons ingredientes.

Para inspirar:




Cupcakes de chocolate com mais chocolate cobertos com chocolate
- 100 gramas de chocolate meio-amargo com 70% picado
- 175 gramas de manteiga sem sal
- 1 xícara + 2 colheres de sopa de açúcar refinado
- 4 ovos
- 100 gramas (3/4 xícara) de farinha de trigo com fermento
- 1 colher de sopa de chocolate em pó (no original são duas colheres)
- 1 pitada de sal

Cobertura de ganache
- 1 xícara de creme de leite
- 175 gramas de chocolate meio amargo com 70% de cacau, picado
- 1 colher de chá de extrato de baunilha
- 1 pitada de sal
- Confeitos de bolinhas brancas e pretas

Comece pelo ganache:
Aqueça o creme de leite em fogo médio até que bolhas comecem a se formar nas laterais - isso significa "não deixe ferver peloamor". Retire do fogo, acrescente o chocolate e misture até ele derreter. Acrescente a baunilha e o sal, misture e reserve para esfriar.

Para fazer a massa:
Derreta o chocolate e a manteiga numa tigela refratária sobre água fervente. Não deixe que a base da tigela encoste na água. Mexa até que você obtenha uma mistura homogênea e brilhante. Retire do fogo e deixe esfriar por cerca de 10 minutos.

Depois de esfriar, bata o chocolate na batedeira por cerca de 3 minutos. Acrescente os ovos, um de cada vez, batendo por dez segundos entre cada adição. Peneire a farinha, o cacau e o sal sobre a mistura e bata até misturar. Coloque duas ou três colheres de sopa do ganache na massa e bata ligeiramente, só para misturar.

Divida a massa nas forminhas e asse em forno preaquecido, em temperatura média-baixa, até assarem. Retire do forno e deixe esfriar completamente em uma grade antes de decorar.

(Quando os cupcakes forem para o forno, coloque o ganache restante, coberto por filme plástico, na geladeira. Deixe lá por 30 a 40 minutos.)

Espalhe o ganache frio sobre os cupcakes frios com a ajuda de uma espátula, e coloque os confeitos em cima.

19.8.13

O palhaço aqui não tem vez




Maridón estava com saudade de hambúrger de verdade. Ele buscou uma receita no livro "A América de Jamie Oliver" para a noite de sábado. Garanto que o gosto ficou melhor do que a foto.

A escolha foi mais do que apropriada. Na semana passada, o chef inglês Jamie Oliver ganhou uma ação contra o McDonald's após denunciar a empresa, em 2012, por produzir hambúrgueres com sobra gordurosa de carne misturada com hidróxido de amônia. 

Quem precisa de restaurante fast-food mesmo?

Burguers & sliders
(para 6 pessoas)

- Óleo de oliva
- 2 cebolas roxas (usamos 1 1/2) médias picadas
- 4 fatias de pão de forma sem casca
- 1/2 kg de carne magra moída
- 1 colher de chá de sal
- 1 colher de chá de pimenta-do-reino em pó
- 1 ovo grande, batido
- Um punhado de queijo parmesão ralado na hora

Espalhe um pouco de óleo de oliva no fundo de uma frigideira grande. Coloque no fogo baixo com as cebolas. Frite por dez minutos ou até as cebolas ficarem macias. Tire do fogo e deixe esfriar completamente. 

Passe o pão no processador até moer bem. Unte uma assadeira com óleo de oliva. Coloque a cebola fria e os outros ingrediente numa tigela e misture bem com as mãos. 

Divida a massa em seis (no caso de hambúgueres) ou em 18 (no caso de sliders). Com as mãos molhadas, abra cada bola em discos com 2 cm de espessura. Disponha-os na assadeira untada, cubra com filme plástico e deixe na geladeira por 1 hora ou até ficarem firmes. 

Eles podem ser feitos na frigideira (bem quente), no forno (preaquecido) ou na churrasqueira. Deixe o hambúrguer assar ou fritar por 3-4 minutos de cada lado. 

18.8.13

Tem criança na cozinha


Meu filho adora um programa do Gloob chamado "Tem criança na cozinha". É um Palmirinha para infantes, com uma chef adolescente e dois aprendizes. Tudo muito colorido, fácil e gostoso.

Num dia desses, meu filho viu os três fazendo cake pops, ou bolinhas de bolo espetadas em palitos. Já tinha passado pela minha cabeça testar uma receita dessas, mas sempre dava uma preguicinha. Com a insistência do petico ("mãããeeee, faz cake pop pra mim?"), acabei prometendo que faria dia desses. 

Promessa é dívida, especialmente quando a criança marca o que foi dito em um caderno mental. E cobra.

Petico ajudou do começo ao fim, e ainda me colocou no meu lugar quando atropelei "seu próprio jeito de fazer", como ele mesmo disse, a fim de deixar tudo perfeito demais. Porque, afinal, lugar de criança é na cozinha sim, e a mamãe aqui precisa aprender a deixá-lo mais solto.

Aqui está a receita original. Se quiser conhecer o programa, vá ao site.



PS: seguem duas dicas boas que o programa dá mas que não aparecem na receita. A primeira é enrolar bem as bolinhas e deixá-las lisas antes de colocar os palitos - se estiverem rachadas, elas quebram facilmente. A segunda é deixar o chocolate derretido escorrer bem antes de passar nos confeitos, ou vira tudo uma meleca indistinta.

1.7.13

Antes tarde do que nunca


Junho passou voando, com tanto a ser feito que nem fui muito para a cozinha. Eu normalmente faço receitas típicas do mês, e estava sentindo falta dessa comilança com jeitão de Brasil (nem a quermeses eu fui neste ano).

Até que ontem eu resolvi tirar o atraso. Fechei o mês com canjica, milho cozinho, pé de moleque e esse bolinho aí, que de tão fácil parece pegadinha.

Bolo molhado de milho
- 2 copos de milho (2 a 3 espigas)
- 2 copos de leite
- 2 ovos
- 2 colheres de sopa de manteiga sem sal amolecida
- 2 colheres de sopa de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de fermento em pó
- 1 copo de açúcar
- 50 gramas de coco ralado
- 50 gramas de queijo parmesão ralado

Debulhe o milho e bata com o leite no liquidificador. Passe a mistura em uma peneira, espremendo bem para retirar todo o suco. Volte o líquido para o liquidificador e bata com os demais ingredientes.

Coloque em uma forma retangular ou quadrada, untada e farinhada (não precisa ser grande, pois não vai crescer muito - eu usei um tabuleiro retangular pequeno). Asse até dourar e ficar firme, e o cheiro tomar toda a cozinha.

14.6.13

Sem chiar


Algumas semanas atrás, meu irmão me jogou um desafio: deixar o açúcar (só um pouco, vai) de lado e usar os ingredientes que me mandou, direto do Mercado Municipal de Curitiba para o Lago Norte, em receitas salgadas e mais saudáveis.

Minha primeira tentativa taí. Eu tinha de começar com abobrinhas, pois são um coringa nesta cozinha aqui, e escolhi as sementes de chia, que não exigiam preparação prévia. Busquei a receita no No Recipes - o chef tenta ensinar a cozinhar sem receita, mas eu sempre acabo seguindo as dele. Fiz uma ou outra modificação apenas. E ficou ótimo!

Pão-bolo de abobrinhas com chia
- 2 abobrinhas médias
- 1 colher de chá de sal cheia
- 1 xícara de farinha de trigo branca
- 1/2 xícara de farinha de trigo integral
- 1 colher de sopa de açúcar
- 1 1/2 colher de chá de fermento em pó
- 1/2 colher de chá de cominho
- 3 ovos
- 1/2 xícara de azeite
- 2 colheres de sopa de água
- 1 colher de sopa sementes de chia

Passe as abobrinhas em ralador grosso, misture com o sal e deixe drenar em uma peneira.

Enquanto isso, misture as farinhas, o açúcar, o fermento e o cominho e reserve. Bata os ovos com o azeite e a água rapidamente, até a mistura ficar aerada.

Junte a abobrinha drenada e misture. Depois, os ingredientes secos e, por último, a chia.

Coloque a massa em uma forma de bolo inglês untada e farinhada e, por cima, polvilhe um pouco mais de chia, para fazer um bonito. Asse em forno preaquecido por cerca de 40 minutos, até um palito fincado no meio sair seco.

Deixe esfriar uns dez minutos na forma e, depois, em uma grade.

(Fica duas vezes delicioso quando as fatias são ligeiramente torradas... com uma manteguinha em cima... hmmmm)


PS.: Esse título, além do "tracadalho" com o ingrediente, é uma lembrança da noite violenta que São Paulo viu ontem, na manifestação popular em que centenas foram agredidos pela PM. Porque nesse país as pessoas podem até achar a situação ruim, mas sem chiar, senão leva bala de borracha e gás lacrimogêneo.

12.6.13

Tudo azul


Neste Dia dos Namorados, quando o Brasil é invadido por corações vermelhos e exageros, eu vou para o outro lado: um bolinho simples, azul, com recheio de geleia de amora (na falta de mirtilos) e cobertura com cor do céu de Brasília. Não tenho raiva da data; só que ela terá de ser adiada aqui em casa porque meu namorido está a muitos, mas muitos mesmo, quilômetros de distância.

(Então pode-se dizer que eu estou meio blue? É, pode ser.)

Essa massa é um pouco grossa antes de assar e, por isso, pode ser chatinho encher as forminhas com a colher; uma opção é usar um saco de confeiteiro. Depois de assado, fica mais sequinho do que os muffins normais. Por isso, gosto de usá-lo com recheios bem moles, como a geleia, para um item compensar o outro.

Além disso, é pouco doce, também perfeito para ser recheado. Mas a quantidade de açúcar pode ser dobrada se você quiser.

Bolinho azul
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 1/2 xícara de açúcar
- 1 pitada de sal
- 1 colher se sopa de fermento em pó
- 2 ovos em temperatura ambiente
- 1/2 xícara (90 gramas) de manteiga sem sal amolecida
- 3/4 de xícara de leite
- Geleia de mirtilos ou amora (ou qualquer outra de sua preferência)

Misture os ingredientes secos e reserve. Bata os demais ingredientes até incorporarem, junte os secos e bata até misturar bem.

Coloque um pouco de massa nas forminhas, o suficiente apenas para cobrir o fundo. Coloque uma colherinha de chá rasa de geleia (se estiver muito consistente, amoleça em fogo baixo ou rapidamente no microondas). Coloque mais massa em cima, o suficiente para preencher dois terços. Asse em forno preaquecido até o palito sair limpo (de massa).

Para a cobertura, usei marshmallow tingido com corante alimentício azul. Mas você pode colocar o que quiser: chantilly, mais geleia, açúcar, ou nada.

9.6.13

Correndo atrás do arco-íris


Meu filho chega correndo em casa. "Mãe, faz um bolo de arco-íris para mim?"

Eu não sabia do que ele estava falando. Pensei que ele tinha visto mais um dos memoráveis arco-íris que cruzam o céu de Brasília, juntou com a visão da mãe na cozinha, e saiu com essa. "Não, mãe, o bolo do aniversário da minha amiga!" Essas crianças e suas mentes concretas.

Lembrei então que vi algo sobre isso no blog The Cookie Shop. Fui para o Google e, voilá, um monte de receitas.


Basicamente é um bolo branco - serve até o preparo pronto, para quem não quer ter trabalho - dividido em porções e tingido com corante alimentício. Como tinha algumas cores em casa (não todas do arco-íris, mas até aí meu filho ainda não sabe quais são elas, então tudo bem), pude cumprir o prometido na mesma hora.

No fundo você pode sentir um gostinho do corante. Mas nada que estrague a surpresa de partir o bolo e ver a explosão de cores. É de uma delicadeza ímpar.

Para inspirar, escolha qual vídeo prefere, da Judy Garland ou do Double Rainbow Guy. Afinal, cada um tem o arco-íris que merece, né?





Bolo arco-íris
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 2 colheres de chá de fermento em pó
- 1 pitada de sal
- 3 ovos
- 1 xícara de leite
- 3/4 de xícara de óleo de canola ou girassol
- 1 xícara de açúcar
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- Corantes alimentícios nas cores vermelha, laranja, amarela, verde, azul e violeta

Peneire e misture os secos. Bata o restante dos ingredientes (menos os corantes) e, aos poucos, acrescente e incorpore os secos.

Divida a massa em seis partes, uma delas com um pouco mais do que as outras - essa será a primeira a ser colocada na forma redonda, untada e farinhada. Coloque poucas gotas ou, no caso de corante em gel, uma gotinha na ponta de um palito. Misture bem.

Despeje cada massa bem no centro da forma, uma sobre a outra. Asse em forno preaquecido até o palito sair seco. Deixe amornar antes de colocar a cobertura. No meu caso, usei mashmallow com duas gotinhas de corante azul. E petico jogou estrelinhas coloridas em cima.

2.6.13

Curtiu?

Para separar um pouco o joio do trigo, ou minha página pessoal das postagens desse blog, criei uma página no Facebook: para acompanhar as postagens, é só entrar em www.facebook.com/blogsimplices e clicar em curtir.


31.5.13

Ih, acabou


Esse bolinho fácil e rápido é tão gostoso que, quando fui tirar foto, já tinha acabado. :-) (atualizado: quando refiz, corri para tirar uma foto antes de começar os trabalhos, que você pode ver acima.)

Peguei a receita no site do Rogério Shimura. Recomendo fortemente que sigam as proporções e não deixem de colocar o papel manteiga na forma - não o fiz e o fundo ficou grudado (se bem que isso fez com que a calda fosse totalmente absorvida, deixando o bolo ainda mais molhadinho e gostoso).

Bolo de limão siciliano
- 175 gramas de açúcar
- 3 ovos
- 135 gramas de farinha de trigo
- 1/2 colher de sopa rasa de fermento em pó
- 75 gramas de manteiga
- 75 ml de creme de leite fresco
- Raspas de 1 limão siciliano

Calda
- Suco de 1 limão siciliano
- 75 ml de água
- 100 gramas de açúcar refinado

Prepare a calda de limão, misturando todos os ingredientes e ferva apenas até que o açúcar esteja dissolvido. Reserve.

Unte e farinhe uma forma de bolo inglês, e forre com papel manteiga. Preaqueça o forno. Peneire a farinha com o fermento, misture e reservar. Derreta a manteiga e misture ao creme de leite. Reserve. 

Bata o açúcar e os ovos até formar uma mistura homogênea. Junte a mistura de creme de leite e manteiga, depois as raspas do limão e, por último, a farinha peneirada com o fermento, até a massa ficar homogênea. 

Asse por cerca de 30 minutos, até um palito fincado no meio sair limpo. Deixe esfriar por alguns minutos, desenforme e pincele com a calda enquanto estive quente. E corra para tirar foto antes que acabe.



28.5.13

Desafio feito, desafio aceito


Meu irmão levou a sério sua empreitada para me manter longe dos doces. Recebi esses seis mimos acima com uma carta muito solene sobre o lado negro da força e os sortilégios do açúcar.

Pois bem, mano, é trato. Vou atrás de receitas menos calóricas inspiradas pelos ingredientes acima, a saber: gergelim negro, semente de urucum, chia, amaranto, zahtar e marapuama (que nunca ouvi falar).

Preciso dizer que saio com vantagem, pois pratos menos calóricos do que eu tenho feito ultimamente é moleza conseguir. Sigo a linha do governo brasileiro estabelecendo meta de redução do desmatamento na Amazônia em cima de uma média de 20 mil km2 ao ano: com uma linha-base dessa, fica fácil. :-)

24.5.13

Uma coisa puxa a outra


O título desse post estava escolhido desde o momento que publiquei o post anterior. Isso porque sobrou merengue italiano e geleia de laranja da receita de cupcake cítrico, que guardei já com segundas intenções.


Bolo de chocolate com recheio de laranja
- 2 xícaras de açúcar
- 1 xícara de chocolate em pó
- 3 xícaras de farinha de trigo
- 1 colher de chá de fermento em pó
- 1 colher de chá de bicarbonato
- 1 xícara de óleo
- 2 ovos em temperatura ambiente
- 2 xícaras de água fervente

(Essa receita pode ser facilmente feita à mão. Fiz na batedeira de preguiça.)

Peneire e misture os ingredientes secos. Bata o óleo e os ovos só para misturar. Continue batendo enquanto alterna os ingredientes secos com a água. Asse em forno preaquecido em uma forma redonda untada e farinhada, até um palito inserido no meio sair seco.

Desenforme e deixe esfriar completamente.

Corte no meio. Na metade de baixo, espalhe geleia de laranja - se estiver muito firme, coloque rapidamente no fogo baixo para liquefazer. Coloque a outra metade em cima.

A cobertura eu fiz com o merengue italiano que sobrou dos cupcakes + 2 colheres de sopa da mesma geleia de laranja. Misture e espalhe.

23.5.13

Cítrico


Esses eu fiz para presentear um casal bacana que abriu as portas de sua casa para mim. O restante deveria ter sido vendido, mas maridón se recusou e está comendo tudo.

Cupcakes de laranja (receita do livro "Fazendo cupcakes com Lola")
- 1 ovo
- 3 claras
- 250 gramas (1 e 1/4 xícara) de açúcar
- 185 gramas de manteiga sem sal cortada em cubos e em temperatura ambiente
- 1/2 colher de chá de fermento em pó
- 1/4 colher de chá de sal
- 255 gramas (2 xícaras) de farinha de trigo
- 1/2 colher de chá de canela em pó
- 1/2 colher de chá de noz-moscada ralada
- 1 pitada de cravo-da-índia em pó
- 1/4 colher de chá de essência de baunilha
- 120 ml (1/2 xícara) de leite
- 100 gramas (cerca de 1/3 de xícara) de geleia de laranja

Peneire e misture os ingredientes secos. Bata o ovo, as claras, o açúcar e a manteiga até formar um creme. Acrescente os demais ingredientes, menos a geleia, e bata até incorporar.

Aqueça a geleia em fogo baixo por cerca de 30 minutos, apenas para ela ficar mais líquida. Preaqueça o forno a 180 graus.

Coloque uma colher de sopa da massa na forminha, já na assadeira de muffins, apenas para cobrir o fundo. Coloque cerca de 1/2 colher de chá de geleia aquecida sobre essa massa. Divida a massa restante entre as forminhas de muffins (as autoras indicam que rende 12 bolinhos - eu fiz 12 mais 10 minicupcakes).

Asse por cerca de 20 a 25 minutos, até que um palito enfiado saia limpo (no caso dos minicupcakes, o tempo é bem mais curto). Deixe esfriar completamente, em uma grade, antes de colocar a cobertura.

Cobertura: merengue italiano e raspas açucaradas de laranja para decorar

(Aconteceu algo interessante: eu bati bastante, talvez demais, esse merengue. E ele endureceu como suspiro, depois de um dia e meio. Não era a intenção, mas na verdade ficou bem bom. E, para alguém que já passou por duas tentativas fracassadas de fazer suspiro da forma tradicional, foi uma ótima descoberta!)

19.5.13

A tal da pizza


É uma unanimidade. Segue uma receita de massa bem facinha e bem gostosa. Fico feliz em encontrá-la, já que Brasília não é conhecida pela facilidade de achar boas pizzarias (ter, tem, mas são poucas e caaaaaras).

Massa para pizza (rende duas médias)
- 250 ml de água morna
- 1/2 xícara de óleo
- 3 colheres de chá rasas de sal
- 1/2 colher de chá de açúcar
- 1 pacote de fermento biológico seco instantâneo (10 gramas)
- 1/2 quilo de farinha de trigo peneirada

Coloque a água morna em uma vasilha, junte o óleo, o sal, o açúcar e o fermento e misture com uma colher.  O fermento vai começar a reagir e a mistura vai ficar opaca.

Vá juntando a farinha de trigo aos poucos, primeiro com a ajuda de uma colher e depois, vá misturando com as mãos. A massa vai ficar bem molenga, meio pegajosa, mas soltando das mãos.

Deixe a massa na vasilha, cubra com um pano de prato e deixe em um lugar tranquilo por uma hora. Ela vai dobrar de tamanho. Enquanto isso, vá preparar os ingredientes da cobertura.

Divida a massa em dois. Jogue um pouco de farinha na bancada, "empane" a massa e comece a trabalhar, abrindo com as mãos. Ela é puxa-puxa, então você vai terminar de abrir na forma, untada com pouquíssimo óleo. Pincele molho de tomate e preasse em forno médio.
Retire do forno, coloque mais molho de tomate e o recheio que quiser (fiz metade mussarela+parmesão+manjericão e metade mussarela+gorgonzola+cubos de bacon) e leve ao forno para terminar de assar.

17.5.13

Assim fica difícil, né?


Véspera de Dia das Mães, ligo para a minha em Joinville e aproveito para falar com meu irmão, que mora em Curitiba. Conversa vai, conversa vem, ele comenta que este blog conquistou algumas seguidoras por lá (êêê!) e que eu tenho exagerado no açúcar. Pediu receitas mais leves e menos engordativas e tentadoras.

Ele tem razão. Dos últimos dez posts, oito traziam receitas doces (os outros dois posts não eram sobre comida). E minha saia favorita anda meio apertada. Dormi com essa ideia na cabeça.

Aí acordo no domingo-Dia-das-Mães e petico e maridón me enchem de beijinhos e presentes, um deles um livro chamado "Fazendo cupcakes com Lola" e outro, um batom escolhido por meu filhote, com o auspicioso nome de Pâtisserie. A ideia da noite anterior ficou para trás.

Desculpaí, mano. Fico devendo essa.

PS.: Detalhe que meu irmão me deu, de Natal, um livro com receitas de macarrons.


*************

Agora vamos ao périplo. Escolhi começar a testar o livro pela receita "Bentô": cupcake de chocolate, para agradar petico, e cobertura de cream cheese, que faz tempo está no meu radar. Segundo as autoras, o nome foi escolhido porque o cupcake é uma verdadeira refeição. 

Primeiro que só encontrei creme de leite fresco no sétimo local visitado (nem parece que estou na capital do país, peloamor). E a massa pedia farinha com fermento, que eu não tinha. Aí tentei seguir o oráculo Google para adaptar... e foi um desastre.

Como a cobertura já estava pronta e eu não queria desperdiçá-la, limpei tudo correndo e refiz os bolinhos com a receita infalível e deliciosa de muffim de chocolate, com gotas de chocolate misturadas à massa.

Já a cobertura ficou boa, mas não perfeita: os grãos do açúcar ficaram evidentes, enquanto no meu ideal ele dissolve no creme para deixá-lo aveludado. Da próxima vez, vou promover umas mudanças no preparo para tentar resolver esse problema. Segue a receita do jeitinho que está no livro.

Cobertura de chocolate branco e cream cheese
- 50 ml (3 colheres de sopa rasas) de creme de leite fresco
- 150 gramas de chocolate branco picado
- 60 gramas (5 colheres de sopa rasas) de manteiga sem sal, cortada em cubos e em temperatura ambiente
- 250 gramas (1 e 2/3 xícara) de açúcar de confeiteiro
- 125 gramas de cream cheese, em temperatura ambiente

Aqueça o creme de leite em fogo médio até que bolhas comecem a se formar na lateral da panela. Retire do fogo e misture o chocolate. Mexa bem até que o chocolate esteja derretido e você obtenha uma ganache brilhante. Deixe esfriar até chegar à temperatura ambiente.

Quando a ganache estiver esfriado, ponha a manteiga numa tigela. Com uma batedeira, bata até obter um creme leve e fofo. Junte o açúcar e o cream cheese e bata por 2 a 3 minutos. Acrescente a ganache de chocolate branco e misture bem. Leve à geladeira por 1 hora ou até que esteja firme para ser manuseada.

Espalhe a cobertura sobre os cupcakes frios com uma espátula ou coloque o creme, às colheradas, num saco de confeitar com bico pitanga e enfeite os bolinhos.

4.5.13

Quem quer biscoitos?


Flooding.

Demorei meses para encontrar a palavra que resolveu minha inquietação sobre como fazer biscoitos decorados lisinhos. Desde dezembro, quando fiz biscoitos de botas de cowboy e estrela de xerife para a festa de aniversário de petico (que ficaram gostosos, mas meio simplórios), buscava a técnica que cobria tudo bonitinho.

Até que descobri o blog da Bridget. Ela é, tipo, a deusa dos cookies. Texana, ruivinha, não dá para ser mais americana. E tem uma mão sensacional para decoração, e outra boa para escrever. Por isso, seu blog, o Bake at 305, é a referência para muitas biscoiteiras profissas por aí.

Daí que cheguei a ela e, além de testar a receita básica de biscoitos que ela, diz, já usou milhares de vezes (acredito piamente no número), ela me ensinou o flooding, ou inundação. Funciona assim: com bico número 1 ou 2, você faz o desenho com o glacê. Aí dilui mais o mesmo glacê, uma colher de sobremesa de água por vez, até chegar à consistência de mel. Coloca em uma daquelas garrafinhas de plástico de ketchup e inunda o miolo. Com um palito de dente, você fura as bolhas de ar.

Daí você coloca a imaginação e os cortadores de biscoito para funcionar. E ganha muitos sorrisos de volta. Tem retribuição melhor do que essa?


18.4.13

De quem será o presente?


Isso aqui é tão fácil de fazer que estou até com vergonha de postar. Não é exatamente um trabalho craft - está mais para trabalho de escola. Mas como também estou com vergonha de não ter postado nada mais com a tag "invencionice", deixa eu preencher a cota.

Que tal fazer um embrulho de presente personalizado? Fiz para presentear uma família muito linda e especial.

- Papel craft
- Régua (reparem na régua nerd do marido... é vintage!)
- Lápis
- Carimbo de sua preferência (aprenda a fazer aqui)
- Almofada para carimbo

GIF animations generator gifup.com

Primeiro você marca, com o lápis, a distância que deseja dar entre os desenhos. Não precisa ser super duper exato, é só para ter uma noção - especialmente se você for como eu e, sem marcação, deixar uns mais perto e outros mais longe.

Depois carimbe sobre os pontinhos. Pronto.

17.4.13

Fubá ao quadrado


Na última vez que fiz um bolo de fubá, o maridón reclamou que o gosto estava muito suave demais para ele. Busquei então uma receita que tivesse o dobro do ingrediente, e achei uma do apresentador Edu Guedes.

Eu acho que essa é a receita ideal para acrescentar coco ralado. Mas não o fiz porque... o maridón não gosta tanto assim de coco. Aiai, o que eu não faço por esse moço?

PS.: Minha mãe disse que essa receita é igualzinha à que minha vozinha fazia. Mas ela juntava coco, que ralava na hora.

Bolo de fubá ao quadrado
- 3 ovos
- 2 xícaras de açúcar
- 1 xícara de leite
- 1 xícara de óleo
- 2 xícaras de fubá
- 1 xícara de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de fermento em pó

Bata na batedeira os ovos com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Acrescente o leite, o óleo, o fubá, a farinha de trigo e bata até que fique homogêneo.

Por fim, junte o fermento em pó e misture delicadamente. Despeje em uma forma untada e enfarinhada. Asse em forno médio (180ºC) preaquecido por cerca de 30 minutos

14.4.13

Para minha tia-avó


Na minha casa, quando era criança, morava uma tia-avó muito querida, a tia Hilda. Mulher de fibra, feminista sem usar a alcunha, foi adotada por minha mãe em seus últimos anos de vida.

Ela era, para todos os efeitos, minha terceira vó. Minhas lembranças mais antigas dela, quando ainda morava no Rio com a madrinha da minha mãe, já eram dela como uma senhorinha. O diminutivo é apenas uma forma carinhosa de me referir a ela: tia Hilda era grande, tanto de peso quanto de personalidade.

Em seu tempo, ela foi desbravadora. Viajou todo o Brasil implantando uma estrutura telefônica quando ninguém sabia o que era isso. Chegou a trabalhar na recém-criada Brasília quando aqui tudo era apenas barro e obras. E isso sem marido do lado, numa época que tal situação era impensável.

Mas voltemos à minha infância. Tia Hilda era uma senhora naquela época, tentando viver a velhice com dignidade, apesar da bengala e dos muitos remédios que tomava diariamente. Era consumidora feroz de palavras cruzadas, de quem peguei a mania - ela me ensinou muitas palavras que não apareciam nos livros infanto-juvenis. Todo dia tia Hilda e minha vó jogavam buraco. E todo dia ela roubava, piscando para mim como moleque enquanto minha vó soltava fogo pelas ventas.

Viver a velhice com pouca indepedência, especialmente para quem nunca foi acostumado a viver assim, pode ser traiçoeiro. Sei que rolavam rusgas e mal-estar, que os adultos mantinham longe das crianças, especialmente de mim. Mas quando olho para trás tudo é aprendizado. Participar da velhice dela e da minha vó me ajudaram a reconhecer o valor dos outros e me fizeram melhor ouvinte. Pensar nelas me faz pensar na minha própria velhice. E isso é bom.

Tia Hilda morreu quando eu era adolescente, enquanto eu viajava com o grupo do ballet que participava. Minha mãe sabia que aconteceria e fez questão que eu não estivesse presente. Eu entendo, mas gostaria de estar lá.

Uma das atividades que minha tia-vó inventou para passar o tempo foi organizar todas - eu disse todas - as centenas de receitas espalhadas em revistas velhas, caixas e livros. Ela sentava num quartinho dos fundos, meio depósito, meio ateliê, recortava, colava e copiava as receitas em fichários, que depois iam para a caixa de "doces" e a de "salgados".

Tem muita coisa que nunca foi testada; outras têm nome, sobrenome e marcas de massa no papel - o melhor atestado de qualidade que uma receita pode conquistar.

Em alguma das últimas mudanças de casa, minha mãe perguntou se eu queria. Ou eu que pedi, não lembro mais. Sei que essas caixas já me acompanham há pelo menos dez anos. Sempre que as abro, o cheiro é da tia Hilda. É um cheiro cheio de lembranças e saudade, cheio de histórias que ela contava e que nós construímos juntas.

**************

Sempre que preciso de uma receita tradicional, daquelas que toda família tem sua versão, é para as caixas que eu corro.

Neste fim de semana, com seis claras sobrando de outra receita, fui atrás de instruções para fazer um pudim de claras. Até fui checar na blogosfera se havia outras opções, e há, mas apostei na tradição. E deu certo.


Pudim de claras
- Seis claras
- 12 colheres de sopa de açúcar

Para a calda:
- 2 xícaras de açúcar
- 1 xícara de água

Faça a calda caramelizada, colocando o açúcar e a água numa forma grande com furo em fogo baixo até dourar. Enquanto ela estiver quente, gire a forma para a calda grudar nas paredes.

Bata as claras em neve até formar picos. Acrescente o açúcar de duas em duas colheres, sem parar de bater, até o ponto de suspiro. Coloque na forma e asse em banho-maria, em forno médio preaquecido, por cerca de 30 minutos, até dourar.

Agora sim!


A torta alemã ficou corretíssima dessa vez, com o creme no ponto certo (só na segunda tentativa, porque na primeira ele talhou muito), os biscoitos (quase) na altura ideal e a cobertura de chocolate bem cremosinha.

Para isso, contei com a incomensurável ajuda do Google e fiz umas adaptações na receita primária para meu gosto. Para checar a receita, já adaptada, veja aqui.

13.4.13

Biscoitos que contam histórias


    Faz tempo, desde que comecei a mexer com glacê e pasta americana, que tenho vontade de comprar canetas com tinta comestível - que nada mais é do que corante alimentício. Além de ajudar na finalização, achava que seria bacana desenhar e pintar lanchinhos para o petico.

    Porque criança em casa é um desafio constante à imaginação dos pais. Se é possível deixar o lanche mais divertido, por que não?

    Escolhi uma receita genérica de biscoitos amanteigados para testar a ideia. Petico e seu melhor amigo aprovaram - especialmente a frota especial de carrinhos. Talvez um dia ele lembre com carinho desse pedaço da infância, contando para meus netos o que a vovó fazia.



    Biscoitos amanteigados
    - 3/4 xícara de chá de açúcar
    - 1 xícara de chá de manteiga
    - 3 1/2 xícaras de chá de farinha de trigo
    - 1 colher de sopa de leite

    Numa batedeira, bata o açúcar com a manteiga até formar um creme homogêneo. Junte a farinha de trigo e o leite e misture bem com as pontas dos dedos até desgrudar das mãos. Cubra a massa com filme plástico e mantenha na geladeira por 30 minutos.

    Abra a massa dentro de um plástico grosso, abra com um rolo e use o cortador de biscoitos de sua preferência. Preaqueça o forno em temperatura média (180ºC) e disponha os biscoitos sobre uma assadeira com papel-manteiga. Asse por cerca de 10 minutos, até começar a dourar nas pontas.

    Deixe esfriar sobre uma grade e pinte como você quiser, com desenhos, mensagens...

    31.3.13

    Domingo doce

     

    Cunhada linda trouxe um vidro de doce de leite *de verdade* (aka sem maisena) do interior de Goiás e, para retribuir, fiz biscoitos recheados. A receita vem do blog The Cookie Shop - cuja dona sempre tem coisinhas gostosas para compartilhar.

    A receita está aí. Mas faço três observações: primeiro, quando ela diz para tirar os biscoitos do forno quando estiverem "firmes" significa "assim que não estiver mais molengoso". O chocolate queima fácil. Segundo que, sem achatar, as bolinhas tomaram seu tamanho ideal.

    Por último, recomendo outro recheio que não o doce de leite. Ficou muito doce para mim - a manteiga de amendoim, imagino, pode funcionar melhor.

    Biscoitos de chocolate
    - 1 1/4 xícara de farinha de trigo
    - 3/4 xícara de chocolate em pó
    - 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
    - 1/4 colher de chá de fermento em pó
    - 1/4 colher de chá de sal
    - 1 1/2 xícara de açúcar, e mais um pouco para achatar os biscoitos
    - 10 colheres de sopa (125g) de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
    - 1 ovo grande

    Preaqueça o forno a 180°C. Numa tigela, peneira a farinha, o sal, o fermento, o bicarbonato e o chocolate em pó.

    Na tigela da batedeira, bata a manteiga com o açúcar até ficar claro e fofo. Junte o ovo e bata para combinar. Junte a mistura de farinha e bata em velocidade baixa, até ficar uniforme.

    Faça bolinhas com duas colheres de chá de massa e distribua numa assadeira grande, sem untar, com uns 3 dedos de distância entre elas. Com o fundo de um um copo (passado no açúcar), achate as bolinhas até ficarem com 0,5cm de espessura (eu não achatei e ficou direito).

    Asse até os biscoitos ficarem firmes, mais ou menos 10 minutos. Deixe esfriar na forma.

    -------------------

    Aproveitando a Páscoa, fiz um carimbo de coelhinho e montei pacotinhos para presentear a família.

    27.3.13

    Meu primeiro DIY



    Tá bom, não é o primeiro. Mas é o primeiro post sobre isso. E por que mudar de receitas para coisas feitas à mão? Porque eu sou assim, ué.

    Há tempos que eu suspiro quando vejo carimbos personalizados. São tão fofos e dão um toque especial para convites, cartões de agradecimento, papeizinhos mil. Mas nunca tenho tempo para realmente ir a uma loja e mandar fazer um. Além disso, como posso mandar fazer um carimbo numa loja a cada nova inspiração que me acomete?

    Aí que nesta semana eu conheci esse blog aqui (clica que vale muito a pena) e resolvi tentar fazer eu mesma meu próprio carimbo. Minha primeira tentativa, um ovo de Páscoa, não saiu um ulalá (acho que ficou com cara de trilobita), mas foi divertido e rápido - foram menos de 30 minutos, feito enquanto acompanhava obras no escritório. Agora quero fazer muitos carimbos mais, para tudo quanto é ocasião.

    O que você precisa:
    - Uma borracha branca, de preferência a plástica que é mais firme
    - Lápis
    - Um estilete - se tiver um de precisão, melhor
    - Almofada para carimbo, na cor que desejar

    Primeiro você faz, na borracha, com o lápis, o desenho que quiser. Não se esqueça de fazer traços grossos, pois são esses que formarão o carimbo.

    Com o estilete, você cava o desenho, deixando apenas o que está em lápis. Essa é a parte da paciência master, e ter um estilete de precisão (ou outro instrumento similar) ajuda bastante.

    E é isso: está pronto! Foi tão fácil e tão divertido que já vou separar uma caixa para guardar meus novos carimbos, e lá vou eu procurar almofadinhas com cores mais bacanas...