7.5.07

Crem-cremo-cremo-Cremogema!

Uma grande amiga foi me visitar ontem, depois de anos sem nos vermos (adorei, Íris!). Queria recebê-la com doçura, mas sem ostentação, para colocarmos o papo em dia com tranqüilidade e café. Imediatamente lembrei do bolo de Cremogema que aprendi com tia Wanda.

O hominídeo que vive comigo me cobrava fazer essa receita há tempos. De quebra, seria a grande oportunidade de finalmente colocar a branquela pra funcionar depois do causo do chantilly - já que é virtualmente impossível esse bolo desandar.

Pra entrar no clima, cante o jingle enquanto separa os ingredientes: "Crem-cremo-cremo-Cremogema é a coisa mais gostosa deste mundo!"

Bolo de Cremogema
Massa:
- 3 ovos (claras e gemas separadas) em temperatura ambiente
- 1 xícara de açúcar
- 1 xícara de farinha de trigo
- 400 gramas de Cremogema
- 150 gramas de margarina culinária em temperatura ambiente
- 1 vidro pequeno de leite de coco (ou o equivalente de leite normal)
- 1 colher de sopa não muito cheia de fermento em pó
Ingredientes da cobertura:
- 3 colheres de sopa de leite de coco
- 1 xícara de açúcar
- 1/4 xícara de água

Bata as três gemas com o açúcar até ficar quase branco. Junte a margarina e continue batendo até uniformizar. Acrescente aos poucos os ingredientes secos, intercalando com o leite de coco (não esqueça de reservar deste vidro as três colheres de sopa para a cobertura). Esse passo é bom ser dado devagar, porque a farinha de Cremogema é fininha demais, forma uma névoa como se fosse gelo seco e entra pelo nariz!

Depois que a massa estiver bonita, bata as claras em neve e as incorpore delicadamente ao restante, sem bater para não quebrar as bolinhas de ar. Asse em forno pré-aquecido, em tabuleiro grande untado e farinhado, por uns 30 minutos. O palito sai limpinho quando pronto.
Assim que tirar o bolo do forno, faça a cobertura: junte os ingredientes numa panelinha e leve ao fogo médio por uns cinco minutinhos, só até os cristais de açúcar começarem a derreter e a calda perder a consistência de óleo de esfoliação. Jogue sobre o bolo ainda quente, espalhe delicamente (cuidado, pois a massa quebra fácil) e deixe esfriar. A cobertura não rende muito e nem deve, pois demais fica enjoativa. Mas, se precisar, coloque mais água para aumentar o volume.
Esse bolo, de preferência, deve ser feito algumas boas horas antes de servir. Primeiro, para a cobertura endurecer adequadamente. Segundo porque ele é tão fofo, mas TÃO fofo, que desmonta na hora de tirar do tabuleiro se não estiver muito bem frio.

6 comentários:

Simone Iwasso disse...

eu comi e adorei!

laila disse...

ai..parece tão comida de alma como denomina a nina horta...tao reconfortante... obrigada pela receita e parabens pelo blog q eh uma graça.
bjo

A simplicista... disse...

Oi, Laila!
Seja bem-vinda! Obrigada pela mensagem fofa. Depois posto uma foto do bolo.
Entrei no seu blog e gostei bastante. Aquele risoto de frutos do mar está (estava) com uma cara ótima!

Raphael disse...

Estava cochilando nesta tarde de domingo ao lado de minha namorada, quando despertei com uma vontade de comer bolo do cremogema. Ja havia comido um bolo desses há muitos anos atrás, quando criança... Entrei na internet e vi várias receitas. Me simpatizei pelo blog aqui!!! Preparei as coisas e com a ajuda da minha sogra iniciei os trabalhos... Quando retirei do forno ele estava com uma cara estranha... Mas também eu aumento um pouquinho a manteiga, bato tudo junto no liquidificador... Bem amador... Coloquei a calda e esperei... Quando comi... Nossa! Muito gostoso. Vim correndo aqui postar! A receita é show de bola! Mesmo eu tendo feito rebeldemente, nao separando gema de clara e etc.. Ele ficou maravilhoso!

Valei a dica da receita!

Abraços

Raphael - 29 anos - Rio de Janeiro

A simplicista... disse...

Oi, Raphael!
Seja bem-vindo. Fiquei bastante contente com a sua história. Esse é um dos meus bolos preferidos e tem muito gosto de infância mesmo...
abs

Renata Figueiredo disse...

Adorei! Há tempos procurava por esta receita.
Obrigadíssima.